quarta-feira, 17 de março de 2010
RO: Cahulla é o grande beneficiado com a absolvição do governador Ivo Cassol
Aliados do ex-senador Expedito Júnior (PSDB) acreditavam que, se o mandato de Cassol chegasse ao fim, o governador poderia apoiar o tucano nas eleições deste ano, abandonando Cahulla, que também teria o mandato cassado.
A possibilidade de Cassol apoiar Expedito parece ter caído por terra. Na terça-feira (16) pela manhã, o governador concedeu entrevista à TV Rondônia, afirmando ter ouvido falar que uma família teria comprado votos, mas negando que tivesse alguma coisa a ver com isso.
Agora, Cassol deverá renunciar nos próximos dias, juntamente com parte de seu secretariado que concorrerá nas eleições deste ano.
Assim, Cahulla assume o governo do Estado e depois poderá disputar a reeleição.
Autor: Rondonoticias
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Decoração de Natal: Ponte Estaiada vira pinheiro gigante
por Alessandra Jarussi
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Termina em desacordo reunião do PMDB e PT do PA
Fotos: FolhaSem alarde, reuniram-se em Brasília negociadores do PMDB e do PT do Pará.
Buscava-se a harmonização dos interesses de Ana Julia e de Jader Barbalho.
Ela, governadora petista, tenta empinar um projeto reeleitoral para 2010.
Ele, deputado pemedebê, cogita buscar nas urnas um retorno ao governo.
Entre os dois, Dilma Rousseff, que sonha com o palanque único no Pará.
Dono do diretório paraense do PMDB, Jader não deu as caras no encontro.
Mas seus operadores levaram à mesa o preço da almejada composição.
Para aliar-se ao projeto reeleitoral de Ana Julia, Jader exige:
1. Indicar o candidato a vice na chapa da governadora petista.
2. Garantir o apoio do PT para sua candidatura ao Senado.
3. Acomodar um apaniguado na atual equipe da governadora. Quer a Secretaria de Saúde.
Ouvida, Ana Júlia concordou com os dois primeiros itens da pauta de Jader.
Torceu o nariz para a idéia de entregar a Saúde ao grupo de desafeto.
Lero vai, lero vem, prevaleceu o desacordo.
Na semana que vem, reúne-se comitê nacional PMDB-PT.
Tenta-se estreitar inimizades presentes em vários Estados.
Busca-se converter em casamento o acordo pré-nupcial em torno de Dilma.
O veneno do Pará era o que parecia mais próximo de um antídoto. Deu chabu.
Um prenúncio de que, noutros Estados, o acerto pode ser ainda mais complicado.
São cinco as praças em que o PMDB cobra solidariedade do PT: MG, RJ, MS, CE e PA.
Há, de resto, o caso da Bahia. Ali, está entendido que as legendas medirão forças.
O PMDB, com Geddel Vieira Lima. O PT, com Jaques Wagner.
Tenta-se pôr de pé a política do palanque duplo. Dilma e Lula teriam de pisar nos dois.
Escrito por Josias de Souza às 05h45
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Oposição entra hoje com pedido de impeachment contra Arruda
Em São Paulo
Entenda o esquema de corrupção no DF
Arruda é acusado de participar de um esquema de propina no governo do DF. Além do governador, integrantes da cúpula do governo são acusados de integrar um grupo que beneficiava empresas em troca de dinheiro ilegal para financiamento de campanhas e para compra de apoio político na Câmara.
PT, PSB, PDT, PSOL, PC do B, além de entidades como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), devem protocolar o requerimento. Na quinta-feira, o mesmo pedido deverá ser feito pela Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF).
Também hoje deve ser lido na Câmara o requerimento que cria a CPI para investigar as descobertas feitas pela Polícia Federal na operação Caixa de Pandora, deflagrada na última sexta-feira.
O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente (DEM), que aparece em um vídeo guardando maços de dinheiro nos bolsos e nas meais, pediu licença do cargo nesta terça-feira. O deputado Cabo Patrício (PT), vice-presidente da Câmara, assumirá o cargo pelo menos ao longo dos próximos 60 dias.
Leia mais sobre o caso
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Segundo ele, os 22 parlamentares presentes chegaram à decisão por consenso e também julgaram necessário o afastamento de Rogério Ulysses (PSB) da presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Casa - também envolvido no escândalo.
Patrício informou que na quinta-feira a Casa nomeará um novo corregedor para substituir Junior Brunelli (PSC), implicado no esquema de corrupção.
Além de Prudente, Ulysses e Brunelli, devem ser investigados pela CPI a líder do governo, Eurides Britto (PMDB), Pedro do Ovo (PRP), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares e Roney Nemer (PMDB), todos citados nas investigações da Polícia Federal.
Nesta terça, a Executiva Nacional do DEM decidiu deixar a decisão sobre uma eventual expulsão de Arruda para o dia 10 de dezembro. O partido estava dividido, com parte de seus integrantes defendendo a expulsão sumária do governador do Distrito Federal, mas venceu a tese de que a sigla deveria aguardar a defesa.
A votação ocorrerá na próxima quinta-feira, dia 10 de dezembro. Serão oito dias para que a defesa de Arruda se manifeste e outros dois dias para que o relatório seja elaborado.
Arruda nega todas as acusações. Em nota oficial divulgada ontem, ele voltou a afirmar que é vítima de um complô armado pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa - que realizou as gravações de entrega de dinheiro -, com a ajuda de seus adversários políticos. Arruda cita que Durval responde a mais de 30 processos por atos de corrupção praticados durante o governo passado, de Joaquim Roriz (PSC) e que, "para se livrar da lama", a jogou em todas as direções.
O governador garante ainda que irá apresentar à Justiça "provas irrefutáveis de sua inocência". Ele também afirma estar confiante na decisão de seu partido, com cuja cúpula se reuniu ontem (30), em um clima de "elegância e respeito mútuo, sem nenhum tipo de pressão".
Além da reação da oposição, Arruda também perdeu o apoio de todos os partidos que integravam seu governo. PPS, PSB, PDT e PSDB entregaram seus cargos. O PSB tinha o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Expansão Rural (Emater-DF), Joel Valle.
O PDT tinha dois cargos: o subsecretário de Trabalho Israel Matos e o secretário de ensino integral, Marcelo Aguiar. O PPS tinha o secretário de saúde, Augusto Carvalho, e o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, Alírio Neto. E o PSDB, o secretário de Obras, Márcio Machado e de governo, José Humberto.
Pedido da OAB
A OAB iniciou uma mobilização para reunir outras entidades no apoio ao pedido de impeachment de Arruda. O presidente nacional da entidade, Cézar Britto, reuniu-se com o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, de quem obteve apoio imediato. Britto também vai buscar a assinatura da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e de entidades ligadas ao mundo jurídico, como as associações dos Juízes Federais (Ajufe), Brasileira dos Magistrados (AMB), dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), dos Membros do Ministério Público (Conamp).
A OAB quer dar um caráter de mobilização popular ao impeachment, pois sabe que Arruda possui maioria na Câmara Legislativa e são necessários dois terços dos votos naquela Casa para que o pedido seja aceito. Por isso, a busca de apoios diversificados.
"No fundo, não são as entidades que subscrevem o pedido de impeachment", afirmou Britto. "São os cidadãos." Pelas normas da OAB-DF, o pedido de impeachment precisa ser votado por 45 conselheiros da entidade, mas a aprovação é tida como certa por Britto e pela presidente da seccional do DF, Estefânia Viveiros.
"Esse é um assunto que não diz respeito apenas ao Distrito Federal, mas que tem repercussão nacional", enfatizou Estefânia. "A OAB vai convencer a si mesma a entrar nessa luta", completou Britto. "Todos sabem da gravidade das denúncias contra o governador Arruda, envolvendo vários de seus secretários, de seus parlamentares.
Em nota, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, cujo presidente está na linha sucessória do governador, informou que está acompanhando "os acontecimentos envolvendo os poderes constituídos do Distrito Federal". "Todas as denúncias efetivadas pelo Ministério Público com relação aos fatos noticiados foram analisadas e recebidas pelo Conselho Especial do Tribunal. Nesse sentido, com serenidade e seriedade o Poder Judiciário local cumprirá rigorosamente a Carta Magna", diz a nota.
A AMB afirmou que espera que as "graves denúncias sejam rigorosamente apuradas e, uma vez confirmadas, os eventuais culpados sejam exemplarmente punidos".
*Com informações de Maurício Savares, em São Paulo, Piero Locatelli, em Brasília, e do Valor Online
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Pesquisas Eleitorais - Estados e Distrito Federal
http://noticias.uol.com.br/fernandorodrigues/pesquisas/2010/1turno/governador.jhtm
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Beto Richa lidera pesquisa para o governo do Paraná, diz Ibope
No primeiro cenário, Richa aparece na frente com 63% das intenções de voto, seguido pelo senador Osmar Dias (PDT-PR), com 14%, e pelo vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), com 4%. Os brancos e nulos somam 13% e os que não sabem ou não responderam, 6%.
No segundo cenário, quando o nome de Osmar Dias é trocado pelo da petista Gleisi Hoffman, o prefeito também está na frente com 65% do eleitorado. Gleisi aparece em segundo, com 12%; e Pessuti em terceiro, com 5%. Os brancos e nulos somam 11% e os que não sabem ou não responderam, 6%.
O Ibope apresentou outros dois cenários nos quais Richa é substituído pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que também aparece na frente com mais de 30%. Na primeira lista, Álvaro Dias tem 30%, seguido por Osmar Dias, com 26%. Pessuti aparece em terceiro, com 8%. Os brancos e nulos somam 23% e os que não sabem ou não responderam, 10%.
Na segundo lista, Álvaro Dias lidera com 39%, Gleisi tem 18%, e Pessuti 8%. Os brancos e nulos somam 22% e os que não sabem ou não responderam, 12%.
O Ibope ouviu 805 eleitores entre os dias 16 e 18 de julho de 2009. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, considerando um grau de confiança de 95%.
Férias
Richa saiu de férias no último dia 12 e só volta ao Brasil no dia 25. Ele viajou para a Europa com a mulher, Fernanda Richa, e os filhos sem compromissos oficiais.
Richa saiu de férias durante o recesso na Câmara Municipal, que esfriou a possibilidade de ser instalada uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigá-lo das suspeitas de fazer caixa dois para financiar sua reeleição em 2008.
Para que a CPI seja instalada, são necessárias as adesões de pelo menos 13 dos 38 vereadores da Câmara. A oposição, no entanto, só conseguiu colher seis assinaturas até agora.
As suspeitas contra Richa aumentaram após a divulgação de um vídeo em que aliados de Richa tentavam desqualificar as suspeitas de caixa dois.
As imagens, no entanto, apontam novas irregularidades, como fraudes na arrecadação de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) para alimentar a campanha tucana. O esquema teria gerado R$ 334 mil para a campanha de Richa, segundo reportagem da Folha.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Tribunal, como mecanismo de controle de abuso do poder político, cassa governador de Tocantins
Os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiram na madrugada desta quinta-feira cassar o mandato do governador de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), e de seu vice por prática de abuso de poder político durante as eleições de 2006.
Ele e Paulo Sidnei Antunes (PPS) foram acusados de prometer vantagens a eleitores, distribuir bens e serviços custeados pelo poder público, utilizar indevidamente de meios de comunicação e distribuir gratuitamente casas, óculos e cestas básicas, além de realizar consultas médicas. Apesar da decisão, Miranda fica no cargo até o julgamento final dos recursos.
A denúncia foi apresentada pelo segundo colocado nas eleições, José Wilson Siqueira Campos. Após uma sessão que durou várias horas, os ministros seguiram, por unanimidade, o voto do relator, ministro Felix Fischer, que pedia a cassação do governador.
Em seu parecer, o vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho, recomendou novo pleito no Estado. Miranda foi eleito no primeiro turno com 51,48% dos votos válidos, o que representa 340.825 votos. Por isso, o vice-procurador sugeriu a aplicação do artigo 224 do Código Eleitoral, que determina a realização de nova eleição quando forem anulados mais da metade dos votos válidos.
Pinheiro Filho ressaltou, porém, que, caso o TSE decida por nova eleição, Miranda não poderá disputar. "Evidentemente, na hipótese de realização de novo pleito majoritário, dele não poderá participar o governador cassado, por ter dado causa à nulidade", afirmou.
Denúncias
Na segunda-feira, após novas acusações, as denúncias contra Miranda tomaram força. Comprovantes de pagamentos feitos pelo gabinete do governador e o depoimento de um ex-servidor à Polícia Federal apontam que despesas como reformas, manutenção e compra de produtos de conservação para propriedades do peemedebista e de assessores podem ter sido pagas com dinheiro público.
Os documentos foram entregues à PF pelo ex-servidor Valdeilton Santos Nascimento, que disse em depoimento no último dia 5 que foram gastos R$ 30 mil em reparos na chácara de Miranda para o aniversário de sua filha, em 2008.
O secretário-chefe do gabinete do governador, Luiz Antônio da Rocha, negou as irregularidades apontadas por Nascimento, mas afirmou que determinará a abertura de sindicância para apurar as denúncias do ex-servidor.
Além de Miranda, o TSE cassou outros dois governadores: Cássio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba, e Jackson Lago (PDT), do Maranhão. Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de Santa Catarina, e Waldez Góes (PDT), do Amapá, acabaram absolvidos em processos semelhantes.